domingo, 22 de maio de 2016

ABRINDO JANELAS CONTRA O PRECONCEITO

Técnica Óleo sobre tela - dimensão 1.00 X 1.20 cm.
De 948 obras apresentadas, foi selecionada 126 e entre as 26 obras Menção Honrosa, para participar da 13ª BIENAL NAÏFS DO BRASIL, no período de 19 de agosto a 27 de novembro de 2016. Promovida pelo Serviço Social do Comércio – SESC Piracicaba - SP. Representando o Acre.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A LIDA DO SERINGUEIRO PRIMITIVO


Olha seu moço, vou li contar como acontece a minha lida do dia a dia. Acordo cedo, ao romper da madrugada, por volta de 03 horas, quando me alevanto para passar primeiramente um cafézim, adoçado com garapa da cana, acompanhado de um porronca (cigarro de tabaco). Faço uma farofinha de carne de caça, para comer no fecho da estrada. Em seguida me despeço da mulher e sigo pra boca da estrada, de poronga acesa na cabeça, para iluminar o caminho, por donde começo minha jornada, riscando a primeira seringueira da boca da estrada, da li em diante faço o sinal da cruz para Deus me acompanhar e sigo em frente cortando as demais seringueiras da estrada, fincado a tigela de frande, para aparar o látex que jorra após feri-la com minha cabrita (faca de corte). No percurso de toda estrada, contem aproximadamente de 100 a 150 árvores de seringueira. Ao Fechar o corte por volta das 10 horas, chego ao mesmo lugar de onde comecei, ali, como um bocadinho de farofa e sigo em frente, partindo novamente do ponto de onde iniciei, para dar uma segunda volta na estrada, fazendo a colheita do látex, chegando em casa por volta de 1 hora da tarde, quando me assento um bocadinho para fumar de novo um outro porronca. Em seguida faço o fogo na fornaia, para defumar o leite no principio da borracha, que dia a pôs dia, vai crescendo, conforme o quaio do leite sob o efeito fumaça, até chegar mais ou menos, de 50 a 60 kg ou até mais. Das muitas vezes que necessito ir no mato, caçar um bichinho pra nos alimentar, deixo a mulher defumando no meu lugar, para o leito não taiar no taxo, onde despejo todo o leite colhido no dia. Essa e mais ou menos a lido do dia a dia do seringueiro primitivo.

 

OBRAS RECENTES DO ARTISTA PLASTICO CEREZO

FESTA JUNINA EM RIO BRANCO
Desenho em Tinta Nanquim e Aquarela, Dimensão: 0.30 X 0.40 cm.
Classificado em 1º lugar no Concurso As Cores da Cidade - 2015, categoria: Desenho.
Promovido pela Prefeitura Municipal de Rio Branco - Acre.


A PORONGA
Óleo sobre tela, dimensão: 1.00 X 1.20 cm.



ABRINDO JANELAS CONTRA O PRECONCEITO
Óleo sobre tela, dimensão: 1.00 X 1.20 cm.


EMPATE
Óleo sobre tela, dimensão: 0.77 1.33 cm.


O AVENTUREIRO
Óleo sobre tela, dimensão: 1.00 X 1.20 cm.


PASSARELA DA CULTURA
Acrílico e Óleo sobre tela, dimensão: 1.00 X 1.05 cm.


A ESPERA
Óleo sobre tela, dimensão: 0.46 X 0.61 cm.





quarta-feira, 24 de abril de 2013

CURIOSIDADES


Antonio (Cerezo) - Floresta próximo ao Rio Purus, Município de Sena Madureira - AC

Em situação extremas de falta de água na floresta, podemos beber água de um tipo de cipó muito comum nas florestas da Amazônia. Conhecido popularmente apenas com cipó d'água, sua casca é de cor branqueada, com leves nós entre 40 a 60 cm de distancia, corpo cilindrado. Após o corte, apresenta uma leve marca avermelhada em forma de cruz ao centro e somente jorrará água quando cordado em toras separadas do sua árvore, após declina-lo no sentido vertical.
Mas atenção, na dúvida não faça utilização desse recurso, pois alguns tipos de cipó podem conter substancias venenosas prejudicial a sua saúde,   


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

BELAS PAISAGENS DO ACRE BR 364

Paisagens às margem da BR 364, entre os Municípios de
Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, 

Belas paisagens Feijó e Tarauacá 





Contemplando as belas paisagens, às margens da estrada dos nossos sonhos, 
de um povo lutador que tanto sofreu pelo isolamento e que 
hoje sorri e faz planos para o futuro.    

domingo, 13 de março de 2011

DESENHOS SOBRE SERINGUEIROS DO NORDESTE AO ACRE

Alistamento dos Nordestinos como Soldados da Borracha  1939

A trajetória de viagem dos seringueiros nordestinos, não foi nada fácil, ela foi marcada por grande sofrimento durante todo trajeto, do nordeste até o Estado do Acre, onde enfrentaram diversas privações. Ao chegar ao Acre foram explorados no peso e preço da borracha produzida. Na década de 1970 e 1980 ocorreu uma grande devastação dos seringais, com a derrubada de seringueiras, castanheiras e a floresta como um todo, para dar lugar ao gado e os fazendeiros. A partir daí iniciou também, um processo de organização popular dos seringueiros, marcado pelo confronto entre fazendeiros e seringueiros, que se organizavam por meio de sindicatos.


Trajetória de viagem rumo ao Acre

Rotina de trabalho do seringueiro na extração do látex

A espera da caça para o sobrevivência na floresta

Isolamentos, doenças e baixa estima
Miséria, doença para o seringueiro e riqueza paro o patrão

Trabalho Escravo

Cristo Seringueiro

Exploração no peso e no preço da borracha


Armazem de mantimentos


Terra sem lei, marcada por assassinatos e impunidades

Abuso e exploração sexual de mulheres dos seringueiros assassinados 
Impunidade

Devastação da floresta aumenta o êxodo rural com a expulsão
dos seringueiros e colonos de suas terras, para dar lugar aos bois
+ ou - 1970 a 1990

Os seringueiros se organizam em sindicatos

Festa no seringal, uma tradição que ocorria após os adjuntos